terça-feira, 13 de março de 2012

200 UNESC 2012 -mais informações

A carta de rota está na fase final de confecção. Mas já podemos adiantar:

Largada UNESC - Centro Administrativo: Km 0,00;
PC1 - Rio Maior - Urussanga - Lanchonete Bocardo (Alexandre Bocardo - 34651722): Km 45,60;
PC2 - UNESC - Centro Administrativo: Km 90,30;
PC3 - Nova Vicença - Timbé do Sul - Mercado Zilli (Zaquel Zilli - 35369065): Km 136,70;
Chegada UNESC - Centro Administrativo: Km 208,10.

Obs.1: PC2 na UNESC é interessante pois todos terão a disposição os serviços que os alunos de diferentes cursos costumam nos presentear no final, agora também no meio da prova;

Obs.2: PCs 1 e 3 estão dispostos em locais pitorescos; possuem banheiros e inúmeras guloseimas para compra;

Obs.3: O Hotel Zata em Criciúma também apresentou tarifas acessíveis. Este hotel está localizado próximo a Bike Point e ao Crisul Hotel. Informam que possuem local para as bicicletas, ficando o hóspede à vontade se quiser levá-la para o quarto. Segue o tarifário para o final de semana da prova:

Apto Triplo Stand R$ 99,00
Apto Casal/Duplo Stand R$ 78,00
Apto Individual Stand R$ 45,00

Apto Casal/Duplo Simples R$ 70,00
Apto Individual Simples R$ 35,00

Nessas tarifas estão inclusos café da manhã, estacionamento e internet wireless liberada.
Acesse o site: www.hotelzata.com.br
Fone (48) 34371822.

Abraço a todos!

segunda-feira, 5 de março de 2012

25 de março de 2012 - 200 Km UNESC

Dia 25 próximo vai acontecer o 200 Km Unesc pelo 5º ano consecutivo. Prova que costuma atrair bastante gente, pois com exceção de 2010 (em que foi do carvão e a coisa ficou preta) tem um percurso acessível. Neste quinto ano, no olhar deste blogueiro, a prova apresentará o percurso mais equilibrado. Serão 90 Km de média montanha (colinas) e 110 Km de longas retas. Prudentemente a montanha vem primeiro. O que vai diminuir, e muito, a muvuca que costuma acontecer no PC1. Também, vai separar os participantes logo nos primeiros quilômetros de prova, evitando acidentes e obrigando cada um a girar no seu ritmo. A rigor, será uma mescla das provas ocorridas em 2010 e 2011. A de 2012 terá um pouco de cada uma delas em seu DNA. As inscrições já estão abertas neste LINK.
Espero que novamente, uma grande confraternização aconteça e nos vemos na linha de largada!

Obs.: o briefing será no Crisul Hotel de Criciúma, situado em frente a rodoviária e há cerca de 200m da loja Bikepoint, local da entrega dos kits de inscrição. Como o site da prova não está prestando esse serviço, aqui vão três hotéis, mais populares, situados há 50m do Crisul e 150m da Bikepoint:
- Hotel Centenário: 48 - 30454636 / 84434444;
- Hotel Troni: 48 - 34374221 / 34375714;
- Hotel Turis Center: 48 - 34374888.

Obs.2: conversando com o Augusto (organizador), fui informado de um jantar de confraternização no Restaurante Montalcino (300m do Hotel Crisul), logo após o briefing.

Vamos nos agendar e um abraço a todos!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Audaxterra - virando a página e provocando o debate

É sempre bom dar um desfecho aos eventos realizados. Gostaria de começar agradecendo a todos que deixaram suas casas e vieram a Urussanga, pela confiança depositada na organização. Impossível não se sentir contagiado com o espírito e animação dos sul-caxienses, videirenses, florianopolitanos, paulistas (Reuel incluso), curitibanos, pessoal da serra catarinense, Negão e Kassulke do norte do Estado, o solitário Viramesa de Maringá, além dos “locais” do sul do Estado. Bom que se diga, os videirenses vieram com uma comitiva pronta pra tudo. Enquanto três estavam inscritos no evento, pelo menos outros seis fizeram um cicloturismo dentro do percurso da prova, largando junto dos participantes, aparatados como manda o figurino (coletes refletivos e tudo) e fazendo da largada o PC2 e partindo às 5h da matina para o PC3. Fomos informados que não se perderam, mesmo de noite e sem ajuda de tochas ou cal pedra espalhado na via, prova de que o percurso estava bem sinalizado (bampeado) e a carta de rota bem aferida.
Este foi o quarto evento de longa distância em que participo da organização, todos muito difíceis e desafiadores por si sós. Brasileiro, quando se trata de evento de longa distância, comporta-se como se estivesse numa votação eleitoral, ou seja, não quer desperdiçar seu voto. Que mal há em sair de casa e não conseguir completar um desafio?! Aliás, para mim, um evento deixa de ser desafio se sua conclusão estiver praticamente certa, salvo um problema mecânico inesperado e que não possa ser solucionado. O Audaxterra, em eventuais futuras edições (homologado dentro da Lei Brasileira de BRMs), não perderá a essência de ser um desafio por si só, apesar de realizado na distância “colegial” de 200 Km.
Não posso esquecer o corpo de voluntários. Os “frentes” eram eu (Maico) e o Ciro Damiani. Sempre a nos auxiliar esteve o Augusto da Bike Point. No dia do evento e nos dias que o antecederam, o Sachett foi peça fundamental de nossa estratégia. Além de ter dado a ideia do cal pedra na estrada, mostrou muita desenvoltura no manuseio do material, sujando o carro do Ciro como ninguém jamais o fez(rá). 160 Kg de cal foram utilizados, 150 Kg na estrada e 10 Kg no carro do Ciro... ao final, possivelmente descobrimos um gênio: Picasso nas telas; Gaudi na arquitetura; Aleijadinho no gesso e madeira; Donatello no Bronze; Zéca Diabo na pedra e Saquetti no cal.
Falando em marcação, o que acharam das tochas?! Putz! Deve ter sido muito legal vê-las no escuro “abrindo verdadeiros portais para o inferno” (de acordo com alguns participantes).
Voltando aos voluntários, o que dizer do Cássio Damiani então?! Nosso editor de vídeos, fotógrafo e motorista na “van dos degredados”. Ou do Zezo “Velhão” do Brazil, motorista na “bongo dos desiludidos”. Ou do William (que não pôde participar pois se operou da fimose – acho - na semana que antecedia a prova), pilotando uma das motos da organização. Por fim, minha cunhada Letícia, profissional de enfermagem, acompanhando os ciclistas no final da prova ou dos coroas: meu pai no PC3 e o pai do Ciro, pilotando a churrasqueira no final da prova. Augusto e mestre Bosa no PC2, Paulão e Toxiro na linha de chegada. Sem esse corpo de voluntários, não há como organizar um evento desse. Os próximos estarão condicionados a disponibilidade desse corpo de voluntários.
Inumeráveis desistências aconteceram a partir do PC4. Três quartos da prova já haviam sido vencidos na altura do PC4. À exceção do Viramesa, que chegou ao PC4 por volta das 20h em estado de choque, tenho certeza que todos os demais estão arrependidos por não terem dado “um gás” a mais. Muitos diziam não mais conseguirem pedalar. Mas se ainda conseguiam caminhar, isso estava dentro da regra e era uma arma que deveria ter sido utilizada.
Organizar uma prova pioneira trouxe a tona algumas discussões. Desde o início não tivemos interesse em homologar. As razões são conhecidas, pois já elencadas em postagens anteriores. Certa vez ouvi que o Audax/Randonnée no Brasil estava organizado como um feudo. Como nosso país tem dimensões continentais, quem residir longe dos “feudos” que promovem audax/randonnée, está praticamente fora de provas mais emocionantes (extenuantes) que um brevet de 200 Km. Completar uma série, para quem reside há mais de 500 km de uma organização que promova uma série completa, é financeiramente temerário. O único argumento plausível para proibir alguém de “pular” um brevet de menor distância é a falta de experiência deste participante, expondo a organização e ciclista a perigos e preocupações demasiados. Como regra de bom-senso, porque não permitir que ciclistas que já possuam uma série completa (portanto, conhecedores dos perigos e esforços necessários a conclusão de uma série), possam participar de provas que lhe pareçam atraentes e pitorescas, promovendo maior interação entre ciclistas de clubes distantes no país e valorizando esforços de organizações que promovem brevets longos?! Hoje, um brevet de 600 km está restrito a um participante que fez 200, 300 e 400 km naquele ano (série). Porque não ampliar as possibilidades, estendendo o convite a todo e qualquer ciclista que já tenha concluído uma prova de 600 km em sua vida?!? Ainda, alguém pode pensar... mas é possível, pelo regulamento transnacional BRM “pular” brevets? SIM, É POSSÍVEL.
A organização do Audaxterra foi acusada de bruxaria (pirataria) pela santa inquisição, presente em alguns feudos. À época quase fui para a fogueira. É provável que após tecer esses comentários blasfemos, eu seja queimado vivo. No entanto, estou convicto, pois a causa é justa. Quero com esta argumentação abrir uma discussão e a consequente flexibilização de alguns aspectos da “dogmática” brasileira de BRMs. Fiquem livres para comentar.

Abraço a todos e até o próximo Audaxterra!








Obs.: já havia desistido de fazer esta postagem, algumas coisas, quando deixam de serem ditas no tempo certo, perdem sua pertinência. Mas ao assistir a edição apaixonada do Fábio “Negão” Vieira, divulgada no youtube, fiquei inspirado.

Obs.2: o próximo Audaxterra será, provavelmente, em 2013. Arestas serão aparadas, bem como algumas alterações no percurso promovidas, além de estar presente no calendário oficial.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Tempos Oficiais de Chegada





Também, vamos curtir o vídeo do João Saboya de Curitiba:



Abraço a todos!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Audaxterra sob a ótica de Lance

Armstrong, como toda grande personalidade, teve sua vida intensamente documentada e algumas de suas declarações demonstram talvez o espírito dos participantes nos extremos de nosso pelotão de 45 que derrotaram o trajeto.

O que Lance diz ao clubinho das (até) 12h: "Déni" Ducioni; "Pedrão" Barbosa; Ivan "Taz" Serafin; "Julinho-Mac" Lapolli e "Mundo" Estevam:
Quanto mais rápido eu pedalar, mais rápido vou descansar.
Aos brigadores das 15 às 17h de prova: "Biquinho" Junior; Leonardo "Choco-horsti"; Auri de "Vereador"; Dorregão Marcelo; Jaisson Alberton; "Paraíba" Siqueira Borges; Alexandre dos Santos e o Marcelo Stimamiglio:
A dor é temporária. Ela pode durar um minuto, uma hora, um dia ou um ano, mas no fim ela irá ceder e um sentimento diferente tomará seu lugar. Mas, se eu desistir, será para sempre.
Por fim, ao "Pedrão Camisa 10", que fez seu primeiro pedal de respeito este ano no "Passeio do Xande", dia 19 de junho e no dia seguinte teve a bicicleta roubada (o ladrão deve estar o procurando até hoje pra devolvê-la...) e depois, com uma zica nova, superou seu mentor (Xande) e trouxe o caneco para casa às 21h54min do dia 23.10.2011:
Tudo é possível. Podem te dizer que você tem 90%, 50% ou 1%, mas você tem que acreditar. E lutar. (...) A todos os céticos sinto muito... sinto muito por vocês não acreditarem em milagres.

Pedrão, aprendemos a lição e agora nós acreditamos, nossos sinceros parabéns!!

Abraço a todos!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Fotografias


No Picasa Web há dois bons links de fotografias. Um do voluntário Cassio "Esponja" Damiani e outro do Marcelo "Viramesa" Castro. Ilustrando esta postagem, fotos dos dois lutadores de jiu-jitsu da vizinha cidade de Lauro Müller/SC.

Links:

Obs.: baixem as fotos do picasa no botão "Download da Foto" e não no botão direito do mouse. Assim elas virão no tamanho original.

Tem também o site www.doatlanticoaopacifico.com da galera de Curitiba, com algumas fotos da prova e um pequeno relato. Não deixem de explorar esse site, pois tem muita coisa boa e engraçada. Incluindo dois bons relatos desses caras que estiveram por aqui (Rafa "Mogi" Menezes e João Saboya) e que meses atrás estiveram na Paris-Brest-Paris 2011 (e que por falta de respeito deste organizador não houve menção no briefing do Audaxterra).
Equipe - Mulambos em Ação

Abraço a todos!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Ressacão

23 de outubro. Uma guerra estava marcada. Descobrimos que seria uma guerra com muitas baixas no test ride do Ciro ainda em agosto, quando este completou o percurso em 11h50min. Chegamos a remover a postagem com seu resultado, pois poderia assustar os inscritos. Havia uma linha tênue entre o esforço verdadeiro e a insanidade que precisávamos encontrar e preservar. Reavaliados os últimos 50 Km de prova e um efêmero equilíbrio fora encontrado.

Semanas antes do evento, enquanto os happy rides eram feitos, fracionando o percurso em três partes, o tom de apreensão envolvia esta frase: " - Quero ver quando juntarmos as três partes no dia 23...!" Brincava na linha de chegada que o evento era audax, mas o pedal randonnée. Afinal, estivemos sempre juntos. No jantar sábado; no café da madrugada; na largada e no happy hour da chegada. Durante a prova, seriam cada qual em seu ritmo e o sol "iluminando" a todos. A organização tentou, de todas as formas, promover essa integração que só as modalidades de longa distância não competitivas proporcionam. Acreditamos ter conseguido criar um ambiente propício para isso. Muitas amizades surgiram, com grandes encontros e reencontros acontecendo, com pessoas separadas, as vezes, por muitos quilômetros mas vibrando na mesma intensidade. Tenho certeza que todos têm pelo menos uma boa história para compartilhar. No final, os 135 galetos com pão e as 60 "pretinhas" promoveram a celebração de que precisávamos.

Em um intervalo superior a 6 horas (!!!) chegaram todos que suportaram o percurso e os 35°C de temperatura (que beleza de sol, não?!). No final, beirando dez da noite e 17h de esforço, chegaram o Smamiglio (possuído) e o Pedrão Camisa 10 (aliviado). Oitenta se inscreveram. Setenta e dois largaram e lutaram. Quarenta e cinco venceram o percurso em sua totalidade. Trinta e seis o fizeram dentro do tempo limite de 15h proposto pela organização. E apenas 15, o fizeram dentro da Lei (13h30min).

Equivalência: foram três subidas da Serra do Rio do Rastro; foram três descidas da serra do rio do rastro em 200 Km na terra. Um verdadeira montanha russa, de altimetria e de emoções: - apreensão na largada; - alívio ao final de uma subida; - tristeza ao ver a próxima subida; - satisfação ao vencer mais uma subida; - resignação ao avistar a próxima subida; - raiva dos organizadores; - desespero nos techos litorâneos de areia fofa; - ódio dos organizadores; - saciedade após o segundo risólis do jóia; - cólera e vingança na subida do rio perso (caixa d'água); - perdão e gratidão na linha de chegada; - (no dia de hoje) desejo, de vivenciar tudo isso de novo.

Levamos todos ao limite e acreditamos ter conseguido. Temos também a certeza de que muita gente encontrou uma força interior, um desejo de seguir em frente que não pensava possuir. Ir até o limite e descobrir o que se pode suportar é uma sensação invariavelmente positiva. Não tenho dúvida de que o Audaxterra (Fodax para os íntimos) será uma dessas coisas boas de lembrar, mas bem depois, pois foi um inferno fazer.

Parabéns a todos pelo comprometimento. Só em largar já precisava de muita coragem.

Abraço a todos!